quarta-feira, 12 de junho de 2013


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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Norma culta ou (oculta)?



A opinião de dois proeminentes letrados da Língua Portuguesa sobre a norma culta existente é o tema abordado neste texto: Marcos Bagno e Evanildo Bechara versam acerca da problemática de sua aplicação na educação e na sociedade como um todo. O conceito de ambos, do critério de inspiração para a criação da norma culta, parece ser o mesmo: ela (a inspiração) advém dos grandes literatos clássicos. E, segundo o texto de cada um dos autores citados acima, a linguística e a gramática são distinta e amplamente defendidas.

Ao julgar pelo raciocínio de Bagno, que faz uma feroz crítica aos companheiros da área (especialmente Bechara), mas acaba idealizando uma solução parecida ao deles, pode-se dizer que ninguém é perfeito em sua fala, ou seja, não há ser humano com o domínio pleno da língua. Ele ataca o conceito de “norma culta”, mais especificamente o adjetivo, pois este deixara muitos linguístas em dúvida ao discorrer sobre o tema, uma vez que ela, a norma culta, está intimamente ligada aos possuidores de forte influência social e econômica, que impõem às camadas mais baixas este dogma, mas nem mesmo eles sabem usá-la.

A solução proposta por Bagno, segundo seu texto, se baseia em moldar a capacidade de leitura dos alunos, fazendo-os ler e produzir textos, e diminuir a gramática normativa imposta a eles. Pode até surtir algum efeito, porém um texto pode ser o resultado dos pensamentos e estes também podem ser expressados através da fala; significa dizer que a língua tem duas vias de escape: a fala e a escrita; pode uma pessoa progredir, se policiando apenas por uma destas formas, como sugere o grande Marcos Bagno? É possível que não.

Já Evanildo Bechara enfatiza a norma culta no aspecto de correção de linguagem, ligada à democratização do ensino. Ele aponta critérios vinculados à correção, vindos do linguísta sueco Adolf Noreen e também de Otto Jespersen, como, por exemplo, o fato da norma se valer fortemente da influência de críticos literários do passado: muitas vezes esses autores renomados não levam em conta a norma culta adotada e, mesmo assim, são postos a níveis altíssimos na sociedade do seu país de origem.
Conclui Bechara que o ensino da língua deve ser sistemático e devem se respeitar suas múltiplas faces; um modo de falar para cada ocasião que assim o pedir, adequando o falante a qualquer ambiente social. Porém, apenas isso não é o bastante.

Pode ser que as duas soluções apresentadas pelos acadêmicos acima, juntas, realizem um efeito positivo no aprendizado da língua enquanto culta. O que não pode é homogeneizar e transformar a cultura de nossa língua, segregando-a da língua popular. A forma de se comunicar não precisa ser necessariamente “bela ao extremo” para transmitir a mensagem; a idéia a ser passada é que tem de ser clara, e assim, tanto um quanto o outro deve unir esforços para aprender e adequar seu “mundo linguístico” nesta sociedade de maravilhosa pluralidade lingual.    
                    By Sérgio Pecli  ;)

Bibliografias: 
BECHARA, Evanildo.Moderna Gramática Brasileira;
BAGNO,Marcos.A Norma Oculta.
 
 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Poemas da Srta. Cássia Miuki (continuação)

Outra

O vento me secou todos os batões
Usei diversas quantidades de cores
Infinitos e dulcílimos tons
Mas você não quis tirar
Como se me fizesse favores
Num sopro levou meu sonho no ar
E usei os mais finos perfumes
Tentei suscitar em meu ser
Qualquer sentimento, talvez o ciúme
Mas você soube se conter
Como nem um outro apaixonado faria
Pois seu amor no mais alto cume
Calava-se num silêncio impune
Amava loucamente outra Maria.

Lembrança

Eu lembro bem do seu sorriso
Da luz que seus olhos irradiava
Vinda de um longínquo infinito

E eu que bebia os delírios
De tudo que você sonhava
Com propósito me derramava
Como a pureza dos lírios

Nem as mais puras flores aladas
Exalam o aroma das baladas
De lágrimas que embebem meus cílios

Eu lembro bem porque calada
Quis demasiados os mimos
Ser enfim sua adorada
Beijar e amar e não fi-los.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Poemas da Srta. Cássia (Miuki)

EU
Eu tenho que aprender a prosseguir sem olhar para trás
Tenho que ser mais mulher e chorar menos
Tenho que ser consciente de mim mesma
Preciso me conformar com as perdas
E permanecer firme nos meus ideais
A minha inabalável fé em Ti
Jamais me enganará
Pois estou esperando no teu amor
Antes de tudo preciso
A confiar em Ti, Senhor.
Vem de tuas mãos
Todas as minhas riquezas e bens
O que tenho e sou,
Eu te devolvo tudo
Porque minha esperança
Está em teu amor.

Destino, in: Folhas caídas, de Almeida Garret

Quem disse à estrela o caminho
Que ela há de seguir no céu?
A fabricar o seu ninho
Como é que a ave aprendeu?
Quem diz à planta - "Floresce!"
E ao mudo verme que tece
Sua mortalha de seda
Os fios quem lhos enreda?

Ensinou alguém à abelha
Que no prado anda a zumbir
Se à flor branca ou à vermelha
O seu mel há de ir pedir?
Que eras tu meu ser, querida,
Teus olhos a minha vida,
Teu amor todo o meu bem...
Ai! não mo disse ninguém.

Como a abelha corre ao prado,
Como no céu gira a estrela
Como a todo o ente o seu fado
Por instinto se revela,
Eu no teu seio divino
Vim cumprir o meu destino...
Vim, que em ti só sei viver,
Só por ti posso morrer.

sábado, 19 de março de 2011

Leia "A Cabana"...

Hoje, eu terminei de ler o livro A Cabana, de William P. Young, editora Sextante. Fiquei espantado do quanto eu conheço tão pouco sobre Deus. E a cada vez que leio obras como essa, me vejo O conhecendo um pouco mais. O livro tem um conteúdo apaixonante e lindo, e me fez ver a natureza de Deus de uma ótica que jamais eu havia visto... até então! Verdadeiramente o Amor de nosso Deus é capaz sim de nos trazer restauração, perdão e equilíbrio para nossas almas, e eu pude confirmar isso lendo essa pérola.

Não vou contar sobre o livro , mas relatarei a sinopse (assim como está na orelha):
Durante uma viagem que deveria ser repleta de diversão e alegria, uma tragédia marca para sempre a vida da família de Mack Allens: sua filha mais nova, Missy, desaparece misteriosamente. Depois de exaustivas investigações, indícios de que ela teria sido assassinada são encontrados numa velha cabana. Imerso numa dor profunda e paralisante, Mack se entrega à "Grande Tristeza", um estado de torpor, ausência e raiva que, mesmo após quatro anos do desaparecimento da menina, insiste em não diminuir. Um dia, porém, ele recebe um estranho bilhete, assinado por Deus, convidando-o para um encontro na cabana abandonada. Cheio de dúvidas, mas procurando um meio de aplacar seu sofrimento, Mack atende ao chamado e volta ao cenário de seu pesadelo. Chegando lá, sua vida dá uma nova reviravolta. Deus, Jesus e o Espírito Santo estão à sua espera para um "acerto de contas" e, com imensa benevolência, travam com Mack surpreendentes conversas sobre vida, morte, dor, perdão, fé, amor e redenção, fazendo-o compreender alguns dos episódios mais tristes de sua história. Intenso, sensível e profundamente transformador, este livro vai fazer você refletir sobre o poder de Deus, a grandeza de seu amor por nós e o sentido de todo o sofrimento que precisamos enfrentar ao longo da vida.

O meu desejo é que, cada um que estiver lendo este comentário, possa nutrir um desejo, mesmo que pequeno, ou mesmo uma leve curiosidade de ler o livro também. Daí então você saberá, querido leitor, a que eu estou me referindo realmente, e irá sentir, assim como eu, o efeito, o impacto que Ele, Deus (ou Papai, para quem já leu o livro, he he) causará em sua inestimável vida. God Blessem you!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Carta de ultimato



Você ainda não viu meu verdadeiro eu.
 Não imagina quem eu sou de verdade.
Lembre da minha barba no seu pescoço
 Não sou a criança que você acha que sou!
E só, só porque as vezes sou carinhoso, não, todos nós temos várias faces. 
  Lembre-se disso: Você se surpreenderia...
   O arrepio que você mesma confessou sentir não é nada...
     A vida é mais, mais do que a gente pode ver
       Basta saber abrir os olhos na hora exata, acredite e pague pra ver.
          Dê-se a chance. Um dia você vai virar pra mim, me olhar nos olhos e dizer que eu tinha razão. Viva! 
Seu coração ainda bate, ainda...