Outra
O vento me secou todos os batões
Usei diversas quantidades de cores
Infinitos e dulcílimos tons
Mas você não quis tirar
Como se me fizesse favores
Num sopro levou meu sonho no ar
E usei os mais finos perfumes
Tentei suscitar em meu ser
Qualquer sentimento, talvez o ciúme
Mas você soube se conter
Como nem um outro apaixonado faria
Pois seu amor no mais alto cume
Calava-se num silêncio impune
Amava loucamente outra Maria.
Lembrança
Eu lembro bem do seu sorriso
Da luz que seus olhos irradiava
Vinda de um longínquo infinito
E eu que bebia os delírios
De tudo que você sonhava
Com propósito me derramava
Como a pureza dos lírios
Nem as mais puras flores aladas
Exalam o aroma das baladas
De lágrimas que embebem meus cílios
Eu lembro bem porque calada
Quis demasiados os mimos
Ser enfim sua adorada
Beijar e amar e não fi-los.
Os dois extremos de uma língua... Literatura e Gramática. A gramática, ordeira e imperativa, não deixa passar uma vírgula, ou a coloca em seu devido lugar; A literatura, sem se importar com a gramática algumas vezes, nos abrilhanta com seu sentido cativante e diferente , reescrevendo a língua, enfeitando-a com emoções e distorções, tão informais quanto vivas de paixão.
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quinta-feira, 19 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Poemas da Srta. Cássia (Miuki)
EU
Eu tenho que aprender a prosseguir sem olhar para trás
Tenho que ser mais mulher e chorar menos
Tenho que ser consciente de mim mesma
Preciso me conformar com as perdas
E permanecer firme nos meus ideais
A minha inabalável fé em Ti
Jamais me enganará
Pois estou esperando no teu amor
Antes de tudo preciso
A confiar em Ti, Senhor.
Vem de tuas mãos
Todas as minhas riquezas e bens
O que tenho e sou,
Eu te devolvo tudo
Porque minha esperança
Está em teu amor.
Eu tenho que aprender a prosseguir sem olhar para trás
Tenho que ser mais mulher e chorar menos
Tenho que ser consciente de mim mesma
Preciso me conformar com as perdas
E permanecer firme nos meus ideais
A minha inabalável fé em Ti
Jamais me enganará
Pois estou esperando no teu amor
Antes de tudo preciso
A confiar em Ti, Senhor.
Vem de tuas mãos
Todas as minhas riquezas e bens
O que tenho e sou,
Eu te devolvo tudo
Porque minha esperança
Está em teu amor.
Destino, in: Folhas caídas, de Almeida Garret
Quem disse à estrela o caminho
Que ela há de seguir no céu?
A fabricar o seu ninho
Como é que a ave aprendeu?
Quem diz à planta - "Floresce!"
E ao mudo verme que tece
Sua mortalha de seda
Os fios quem lhos enreda?
Ensinou alguém à abelha
Que no prado anda a zumbir
Se à flor branca ou à vermelha
O seu mel há de ir pedir?
Que eras tu meu ser, querida,
Teus olhos a minha vida,
Teu amor todo o meu bem...
Ai! não mo disse ninguém.
Como a abelha corre ao prado,
Como no céu gira a estrela
Como a todo o ente o seu fado
Por instinto se revela,
Eu no teu seio divino
Vim cumprir o meu destino...
Vim, que em ti só sei viver,
Só por ti posso morrer.
Que ela há de seguir no céu?
A fabricar o seu ninho
Como é que a ave aprendeu?
Quem diz à planta - "Floresce!"
E ao mudo verme que tece
Sua mortalha de seda
Os fios quem lhos enreda?
Ensinou alguém à abelha
Que no prado anda a zumbir
Se à flor branca ou à vermelha
O seu mel há de ir pedir?
Que eras tu meu ser, querida,
Teus olhos a minha vida,
Teu amor todo o meu bem...
Ai! não mo disse ninguém.
Como a abelha corre ao prado,
Como no céu gira a estrela
Como a todo o ente o seu fado
Por instinto se revela,
Eu no teu seio divino
Vim cumprir o meu destino...
Vim, que em ti só sei viver,
Só por ti posso morrer.
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